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Climatério e Fisioterapia Pélvica: Uma nova fase, um novo olhar para o próprio corpo

há 10 minutos
3 min de leitura


O climatério e a menopausa fazem parte de uma transição natural na vida da mulher. Entretanto, as mudanças hormonais que acompanham essa fase podem repercutir em diferentes sistemas do organismo, inclusive no trato urinário, na região genital e no assoalho pélvico.


Ondas de calor, alterações do sono e do humor são manifestações conhecidas, mas existem outras mudanças que nem sempre recebem a devida atenção: perdas urinárias, urgência para urinar, aumento da frequência miccional, desconforto durante a relação sexual, sensação de peso vaginal e alterações na percepção e no controle da musculatura pélvica.


Embora frequentes, esses sintomas não devem ser considerados consequências inevitáveis do envelhecimento. Existem possibilidades de avaliação, prevenção e tratamento.


É nesse contexto que a fisioterapia pélvica assume um papel importante.


O que acontece com o assoalho pélvico nessa fase?


O assoalho pélvico é um conjunto de músculos e tecidos que sustenta os órgãos pélvicos, participa do controle da urina e das fezes, contribui para a função sexual e atua na estabilidade e na coordenação das pressões dentro do abdômen.


Durante o climatério e após a menopausa, a redução dos níveis de estrogênio pode contribuir para alterações nos tecidos urogenitais, como diminuição da lubrificação, ressecamento, maior fragilidade dos tecidos e sintomas urinários.


Ao mesmo tempo, fatores como histórico de gestações e partos, cirurgias, constipação, condições clínicas, hábitos de vida e características individuais também influenciam a saúde pélvica.


Por isso, cada mulher precisa ser compreendida em sua singularidade. Não existe uma única condição muscular ou uma única abordagem terapêutica que sirva para todas.


Quando procurar a fisioterapia pélvica?


A avaliação fisioterapêutica pode ser indicada diante de diferentes queixas, entre elas:


- Incontinência urinária: perda de urina ao tossir, espirrar, rir, correr ou realizar esforços.

- Urgência urinária: vontade súbita e difícil de controlar, às vezes acompanhada de perdas.

- Aumento da frequência urinária: necessidade de urinar muitas vezes ao longo do dia ou durante a noite.

- Sensação de peso ou pressão vaginal: que pode estar relacionada a alterações de suporte dos órgãos pélvicos.

- Desconforto na intimidade: dor, dificuldade de relaxamento ou alterações funcionais que interferem na vida sexual.

- Dificuldade de perceber ou coordenar a musculatura pélvica: inclusive para contrair e relaxar adequadamente.


A presença desses sintomas não significa necessariamente que exista fraqueza muscular. Em algumas mulheres, a musculatura pode apresentar excesso de tensão, dificuldade de relaxamento ou falta de coordenação. Identificar o que realmente acontece é fundamental para escolher o tratamento adequado.


Como a fisioterapia pélvica pode ajudar?


O tratamento começa com uma avaliação individualizada, considerando sintomas, hábitos urinários e intestinais, histórico de saúde, rotina, objetivos e impacto das queixas na qualidade de vida.


A partir dessa avaliação, o plano terapêutico pode incluir:


Treinamento dos músculos do assoalho pélvico: para desenvolver força, resistência, coordenação e capacidade de responder aos esforços, quando indicado.


Treino de relaxamento e consciência corporal: especialmente importante quando há aumento de tensão muscular, dor ou dificuldade de coordenação.


Treinamento vesical e estratégias comportamentais: para determinadas queixas de urgência e frequência urinária.


Orientações sobre hábitos intestinais e urinários: incluindo medidas que auxiliam no manejo da constipação e na redução de fatores que agravam os sintomas.


Treinamento funcional: integração do assoalho pélvico à respiração, às mudanças de posição, aos exercícios e às atividades cotidianas.


Recursos terapêuticos complementares: quando houver indicação clínica, podem ser utilizados.


Carla Ungaretti

Fisioterapeuta - FEEVALE

Pós-graduada em Fisioterapia Cardio-Vascular - FEEVALE

Pós-graduada em Aromatologia

Formação em Estratégias Ortomoleculares

Formação em Acupuntura

Formação em Massagem Ayurvédica – UNISINOS

Formação em Pilates Clínico/Funcional


 
 
 

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