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Janeiro não é sobre recomeçar o ano e focar no corpo, é sobre respeitá-lo



Janeiro costuma ser associado a recomeços. Novas metas, novos planos, novas promessas feitas ao próprio corpo. No entanto, após décadas de prática clínica e acompanhamento de mulheres em diferentes fases da vida, posso afirmar com segurança: o corpo não precisa ser recomeçado, ele precisa ser respeitado.


O organismo não acompanha o calendário. Ele carrega histórias, ciclos, adaptações e aprendizados acumulados ao longo dos anos. Por isso, iniciar um novo ano não deveria significar ruptura ou punição, mas sim consciência. Respeitar o corpo é compreender que saúde verdadeira não nasce de extremos, e sim de constância.


Janeiro não precisa ser um mês de restrições severas ou cobranças irreais. Dietas radicais e metas desconectadas da realidade costumam gerar frustração e afastamento do cuidado genuíno. O corpo sempre responde ao que foi vivido, não ao que foi prometido em um momento de empolgação.

Escutar o corpo é um exercício de maturidade. Significa observar sinais de cansaço, alterações metabólicas, mudanças hormonais e emocionais. Significa fazer perguntas mais inteligentes e gentis: o que hoje me faz bem, o que precisa ser ajustado e o que deve ser preservado para viver com saúde.


Todos os anos, o início do ano traz promessas rápidas de emagrecimento, detox e resultados imediatos, são as “dietas de janeiro. Essas estratégias podem até gerar mudanças pontuais, mas raramente constroem saúde a longo prazo. Nosso corpo não responde bem à rigidez nutricional. Precisamos de estratégia, acompanhamento profissional e individualização.

Nutrição não é castigo. É cuidado, prevenção e construção de saúde. Respeitar o corpo significa abandonar a lógica da punição e adotar uma postura mais consciente e sustentável.


Acredito que nutrição de excelência vai além de dietas prontas. Envolve olhar integrativo e individualizado, considerando corpo, mente, comportamento, rotina e história de vida. Cada fase exige uma estratégia diferente, baseada em ciência, experiência clínica e escuta qualificada.


Janeiro pode, sim, ser um ponto de partida. Não para recomeçar o corpo, mas para respeitá-lo de forma mais profunda. Quando o corpo é respeitado, a saúde deixa de ser uma busca exaustiva e passa a ser consequência de escolhas conscientes.


Dra. Marlise Potrick StefaniNutrição de Excelência

📍 @nutritecnica📍 @nutrimarlisestefani📍 @nutrilis.nutritecnica

 
 
 

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