Ainda dá tempo: três meses podem mudar o rumo do seu ano — e da sua vida

Nesta semana, iniciamos o último trimestre do ano.
E talvez esta seja uma boa oportunidade para fazer algo que poucas vezes fazemos: parar, olhar para trás e perceber como estamos conduzindo a nossa própria vida.
Você se lembra daquela lista de desejos que fez na virada do ano?
Talvez estivesse escrita em uma agenda, em uma folha de papel ou apenas guardada na sua cabeça. Ali estavam seus planos, suas promessas e tudo aquilo que você imaginava realizar ao longo deste ano.
Emagrecer. Cuidar mais da saúde. Começar uma atividade física. Fazer um curso. Viajar. Organizar a vida financeira. Mudar de trabalho. Passar mais tempo com a família. Retomar uma amizade. Dormir melhor. Aprender alguma coisa nova. Ou simplesmente encontrar mais tempo para você.
Agora eu lhe faço um convite:
Revisite essa lista.
Olhe para cada um daqueles desejos e pergunte a si mesma:
O que eu já realizei?
O que está a caminho?
O que ficou parado?
E, principalmente: o que ainda depende de mim?
Três meses podem mudar muita coisa
Às vezes chegamos ao final de setembro com a sensação de que o ano praticamente terminou.
Mas não terminou.
Ainda temos outubro, novembro e dezembro pela frente.
Um trimestre inteiro.
Pense em quanta coisa somos capazes de fazer em apenas um dia quando realmente decidimos agir. Agora imagine o que pode acontecer em 30 dias. E depois multiplique isso por três meses.
É muito tempo quando existe decisão, planejamento e constância.
Ainda dá tempo de iniciar um processo de emagrecimento e chegar ao final do ano muito mais perto do seu objetivo — sempre respeitando sua saúde, sua individualidade e metas realistas.
Dá tempo de começar aquele curso que você vem adiando.
Dá tempo de planejar aquela viagem.
Dá tempo de voltar a caminhar, entrar na academia, começar o Pilates ou descobrir uma atividade física que lhe dê prazer.
Dá tempo de organizar seus exames e finalmente marcar aquela consulta que vem sendo postergada.
Dá tempo de cuidar melhor da alimentação.
Dá tempo de dormir melhor.
Dá tempo de mudar alguns hábitos que já não combinam com a vida que você deseja construir.
Dá tempo, inclusive, de repensar a vida profissional e começar a preparar uma mudança de carreira ou de trabalho.
E sabe aquela pessoa que você ama, mas de quem, por algum motivo, acabou se afastando?
Talvez ainda dê tempo de pegar o telefone e ligar.
Às vezes, algumas das decisões mais importantes da nossa vida começam com gestos muito pequenos.
A longevidade também é construída assim
Quando falamos em longevidade, pensamos muito em alimentação, atividade física, sono, exames, prevenção e controle dos fatores de risco.
Tudo isso é fundamental.
Mas envelhecer bem também significa não deixar a vida permanentemente para depois.
Porque longevidade não deveria significar apenas acrescentar anos à nossa existência.
Deveria significar acrescentar vida aos nossos anos.
Ter projetos.
Ter vínculos.
Ter curiosidade.
Continuar aprendendo.
Cuidar do corpo que nos acompanha.
Preservar nossa autonomia.
Encontrar motivos para acordar pela manhã e sentir que ainda existem coisas que queremos viver, construir, conhecer e transformar.
Não espere janeiro para recomeçar
Talvez algumas metas que você escreveu no início do ano já não façam mais sentido. E tudo bem. Nós mudamos, as circunstâncias mudam e nossos desejos também podem mudar.
Mas aquilo que continua importante merece uma nova oportunidade.
Não espere uma nova segunda-feira.
Não espere o próximo mês.
E, principalmente, não espere o próximo ano para cuidar daquilo que pode começar hoje.
Escolha uma meta.
Depois escolha outra.
Transforme grandes desejos em pequenas ações possíveis.
Se o objetivo é cuidar da saúde, marque a consulta.
Se é voltar a se movimentar, comece com uma caminhada.
Se é estudar, faça a matrícula.
Se é viajar, comece o planejamento.
Se é se reconciliar com alguém, talvez seja a hora de enviar aquela mensagem.
Porque existe algo que não podemos recuperar: o tempo que deixamos passar.
Do que você quer se orgulhar?
Quanto mais os anos passam, mais compreendo que a pergunta talvez não seja apenas:
“Quantos anos eu quero viver?”
Talvez exista uma pergunta ainda mais importante:
“Como eu quero viver os meus anos?”
Quando você olhar para a sua história daqui a algum tempo, do que gostaria de sentir orgulho?
Das escolhas que fez?
Das pessoas que amou?
Dos sonhos que teve coragem de perseguir?
Da maneira como cuidou da sua saúde?
Das experiências que viveu?
Da pessoa que se permitiu ser?
Ainda temos um trimestre inteiro pela frente.
Três meses.
Noventa dias aproximadamente.
E muita vida pode acontecer nesse tempo.
Portanto, meu convite para você é simples:
pegue novamente aquela lista.
Risque aquilo que já conquistou.
Reavalie o que perdeu o sentido.
Circule aquilo que continua importante.
E escolha por onde começar.
Porque ainda dá tempo de mudar muita coisa.
Só não vale desistir da sua própria vida.
Dra. Marlise Potrick Stefani
Nutrição Clínica e Integrativa | Especialista em Gerontologia | Especialista em Alimentação | Saúde da Mulher | Longevidade Saudável
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