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Toda mulher carrega dentro de si as mulheres que vieram antes dela.

  • há 24 horas
  • 3 min de leitura


Hoje é impossível falar sobre o Dia Internacional da Mulher sem lembrar das mulheres que construíram quem eu sou.

A primeira delas foi a minha mãe.

Uma mulher que, ao mesmo tempo, parecia frágil e extremamente forte.

Dessas mulheres que talvez não soubessem o quanto eram grandes, mas que carregavam dentro de si uma força silenciosa.

Foi ela quem me deu a base. A base emocional, os valores, o exemplo de dedicação, de cuidado com a família, de responsabilidade com a vida.

Quando penso em quem eu me tornei, sei que muito começou ali.


Depois vieram as minhas tias.

E eu tive muitas tias. Éramos uma família cheia de mulheres e poucos homens.

Cada uma delas com um jeito próprio de viver a vida. Algumas mais tranquilas, outras mais arrojadas, algumas mais sensíveis, outras mais determinadas.

Hoje eu percebo que cada uma delas deixou um pouco de si em mim.

Uma ensinou coragem. Outra ensinou delicadeza. Outra ensinou alegria. Outra ensinou resiliência.

Sem perceber, fui aprendendo que ser mulher não é um único modelo.

Ser mulher é ser muitas coisas ao mesmo tempo.


Depois vieram outras mulheres importantes na minha vida: as professoras.

Porque sim, ensinar exige uma combinação rara de paciência, dedicação, carisma e amor.

São elas que nos acompanham durante anos da nossa vida. São elas que nos ensinam a ler, a escrever, a pensar, a conviver, a descobrir o mundo.

E muitas vezes não percebemos o quanto essas mulheres moldam quem nos tornamos.


Depois chegam as amigas.

As mulheres que entram na nossa vida em diferentes momentos: na escola, na juventude, na faculdade, no trabalho, na academia, nas diferentes fases da vida.

E entre risadas, confidências, dificuldades e conquistas, vamos criando laços.

Porque existe algo muito verdadeiro: mulheres precisam de outras mulheres.

Precisamos de apoio, de compreensão. De alguém que enxergue nossa força, mas também acolha nossa fragilidade.

E quando encontramos essas mulheres, encontramos também um lugar de pertencimento.


Mas talvez a experiência mais extraordinária da vida de uma mulher seja dar à luz a outra mulher.

Existe algo profundamente simbólico nisso.

Quando uma filha nasce, nasce também uma nova dimensão de responsabilidade, amor e esperança.

É uma sensação difícil de explicar.

Ao mesmo tempo delicada e gigantesca.

É perceber que somos capazes de gerar vida, de formar outra pessoa, de dar suporte para que ela se torne forte, segura, preparada para enfrentar o mundo.

Criar uma filha é ensinar que ela tem voz. Que ela tem valor. Que ela tem lugar no mundo.


E depois a vida nos surpreende mais uma vez.

Porque chega um momento em que aquela mulher que você criou também se torna mãe.

E quando você vê sua filha dar à luz a outra menina, algo dentro de você se transforma novamente.

Ali está uma nova geração.

Uma menina que vai crescer observando sua mãe, sua avó, suas tias, suas professoras, suas amigas.

Ela vai absorver tudo isso.

E provavelmente será uma versão ainda melhor do que nós fomos.


Talvez seja exatamente esse o sentido mais profundo do Dia Internacional da Mulher.

Não apenas celebrar.

Mas lembrar da nossa missão no mundo.

A missão de fortalecer outras mulheres.

De apoiar, de inspirar, de abrir caminhos.

De mostrar para homens e mulheres que a presença feminina não é apenas importante — ela é essencial.

Porque quando mulheres se fortalecem, famílias se fortalecem, comunidades se fortalecem, e o mundo se torna um lugar melhor.


Hoje eu celebro todas as mulheres que fizeram parte da minha história.

Minha mãe. Minhas tias. Minhas professoras. Minhas amigas. Minha filha. Minha neta.


E todas as mulheres que, de alguma forma, caminham comigo nesta vida.


Feliz Dia Internacional da Mulher.


Dra. Marlise Potrick Stefani

Nutrição de Excelência | Saúde da Mulher

📍 @nutritecnica

📍 @nutrimarlisestefani

📍 @nutrilis.nutritecnica

 
 
 

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