Uma alimentação saudável começa na infância?

O alimento é o combustível do nosso corpo. Durante a infância, a alimentação tem também o papel de promover o crescimento e o desenvolvimento da criança. A formação de adultos saudáveis deve começar ainda na infância, incentivando a criança a se cuidar desde cedo. A importância de uma alimentação balanceada deve ser passada a ela já nos primeiros anos de vida. E isso cabe aos pais, avós e professores.

Amamentação

O primeiro contato que temos com o alimento é o leite materno. Este, contém todos os ingredientes que a criança precisa nos primeiros seis meses de vida:

  1. Água em quantidade suficiente – o bebê que apenas mama no seio, não precisa tomar mais nada – seja água, chá… – evitando, assim, possíveis crises de cólica;

  2. Contém proteínas, vitaminas e gordura em quantidades suficientes e adequadas à criança;

  3. Protege a criança contra infecções – como diarréia e pneumonia -, além de alergias;

  4. Possui anticorpos, leucócitos e outros fatores anti-infecciosos, que protegem contra a maioria das bactérias e vírus.

Mas não é só a criança que sai ganhando. A mulher que amamenta tem menos riscos de contrair câncer de mama e ovário, anemia por deficiência de ferro e fratura do quadril.

Desmame e Primeira infância

O desmame acontece, geralmente, a partir do 6º mês de vida. Ali iniciam uma a duas refeições, tipo “papinha”, em que teríamos um legume triturado e coado, caldo de carne, raspas de frutas como sobremesa e dois lanches intercalados entre as refeições. Frutas e água nos intervalos. Lembrando que todo esse processo deve ser acompanhado por um pediatra que vai avaliar não só a alimentação, como o desenvolvimento pondero-estatural e acompanhamento da saúde da criança. A partir daí, devem ser introduzidos vegetais, frutas e carnes, mas um de cada vez, para evitarmos alergias. Tudo sem gordura e sal.

Quando a criança atingir os dois anos, pode começar a ter uma alimentação balanceada – as refeições devem conter uma boa dose de vitaminas e minerais – três a quatro copos de leite ou outra fonte de cálcio; no almoço e no jantar uma carne (vermelha, frango ou peixe), que fornece a quantidade ideal de proteína.

Balas, doces, refrigerantes e fast-foods

Esses deveriam ser alimentos restritos não só para as crianças, mas também para nós, adultos. Não há, sequer, uma quantidade saudável. Lactentes jamais devem comer; crianças que estiverem na primeira ou segunda infância, devem comer com muita moderação.

Claro que isso é um hábito que se inicia em casa. O ideal é que toda a família tenha hábitos saudáveis.

Outro problema que assombra médicos e nutricionistas são os lanches na escola. Para esta refeição, a criança deve ingerir, preferencialmente, frutas e sanduíches saudáveis.

O que fazer e o que não fazer

Existem algumas recomendações básicas que devem ser seguidas pelos pais quando começarem a introduzir alimentos sólidos nas refeições de seus filhos:

  1. Evite consumo excessivo de sal, açúcar e condimentos;

  2. Ofereça sempre alimentos diversificados, controle a quantidade que será ingerida para que não ocorra excessos;

  3. Estimule o consumo de frutas, verduras e cereais;

  4. Faça pelo menos 5 refeições ao dia (desjejum, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar) poderá ser acrescido de ceia;

  5. Evite o consumo de alimentos muito ricos em gorduras ou colesterol, reduzindo o consumo de frituras, carnes gordurosas, vísceras, banha;

  6. Introduza novos alimentos à rotina das crianças pouco a pouco, se algum alimento não agradar, não insista, mas tente outra vez em outra oportunidade explicando que usou nova preparação e importância de cada alimento;

  7. Sirva porções pequenas e fáceis de comer;

  8. É durante a infância que os hábitos alimentares são formados, é nesta fase que o ser humano inicia a autonomia para selecionar, que quer e recusar o que não quer. E isto deve ser respeitado.

  9. Não use alimento como castigo ou como recompensa para não confundi-los com os motivos reais da boa alimentação;

  10. Prepare as crianças antes de cada refeição para que estejam limpas e tranqüilas à mesa;

  11. O ambiente das refeições deve ser sempre cordial. Não aproveite este momento para aplicar sanções ou resolver problemas que causem atritos;

  12. Todas as crianças, independente da fase que estão passando, seja bebê, pré-escolar, escolar, adolescente, podem sofrer variantes em seu interesse por alimentos, sejam eles falta de apetite, gula, falsa intolerância, preferencias por determinados alimentos, etc.;

  13. Cada criança é um universo e como tal deve ser respeitada dentro de suas preferências e hábitos. O importante é mostrar que o alimento saudável deixa-a imune a doenças e revigora seu corpo para o desempenho de todas as atividades que ela quiser desempenhar.

Não se esqueça que os pequenos aprendem pelo exemplo, ou seja, a família deve seguir, pelo menos na frente da criança, os padrões ou conduta que quer que ela aprenda.

MARLISE POTRICK STEFANI

NUTRIÇÃO | GERIATRIA | COACHING |

QUALIDADE DE VIDA | GASTRONOMIA

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